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TRANSPLANTE DE CÓRNEA

15 de setembro, 2020

O processo de transplantes de córnea e outros órgãos e tecidos é baseado na portaria nº 1.559/GM de setembro de 2001, quando foi criado o Sistema Nacional de Transplantes. Esse programa teve como objetivo implantar cerca de 30 novos bancos de olhos por todo o Brasil.

É importante lembrar que todo Banco de Olhos (BO) deve possuir estreita ligação com a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos do Estado (CNCDO), ter como referência os serviços habilitados à realização de transplantes de córnea e destinar, na totalidade, as córneas viáveis, ao atendimento da lista de espera gerenciada pela CNCDO.

Assim, os BO ficam responsáveis pela abordagem e captação das córneas e tecidos oculares, tanto como o processamento, avaliação e correto armazenamento dos tecidos transplantáveis.

A responsabilidade em distribuir os tecidos, gerenciar a lista de espera, análise dos casos especiais e emergências, fica a cargo do Estado, estando todas essas etapas sujeitas à fiscalização do Ministério Público.

As análises sobre o funcionamento dos BO mostram que a capacidade técnica e o número de equipes é suficiente para o atendimento em todo o país, contudo os problemas são gerenciais.

Muitas vezes, as CNCDO direcionam suas buscas ativas para pacientes doadores de múltiplos órgãos e negligenciam pacientes em parada cardiorrespiratória, que poderiam doar apenas as córneas. A maioria da população não é informada sobre a possibilidade de doação de córneas, mesmo horas após a parada cardiorrespiratória.

Distribuição de córneas

A distribuição das córneas e demais tecidos oculares é feita pela Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos, CNCDO, obedecendo ao tempo decorrido de inscrição em fila única, como determinado na portaria GM nº 3,407 de 5 de agosto de 1998.  Sabe-se que a lista é estadual e até mesmo regional, em alguns estados do país.

                Essa portaria estabelece os critérios de urgência nos quais a distribuição de tecidos é priorizada. Veja abaixo:

A idade do doador deixou de ser fator relevante para a aceitação de córneas, a partir do momento em que vários estudos comprovaram que a qualidade do tecido é o parâmetro mais importante para a viabilidade do enxerto. Contudo, em muitos serviços, esse conhecimento não foi difundido, e a idade ainda é parâmetro essencial na aceitação de córneas.

Critérios de exclusão do doador

O processo de exclusão de um doador de tecidos segue parâmetros rígidos, que pode ser resumido em quatro passos.

•             História clínica pregressa

•             Exame físico do doador

•             Testes laboratoriais e sorológicos

•             Avaliação do tecido a ser doado

No Brasil existe uma especificação sobre o tempo entre a morte e a retirada de córnea, que é de 6 horas, ou 24 horas com córneas refrigeradas. Essa observação não é seguida pelos demais centros de regulamentação, como a EBAA, e mostra desconhecimento por parte da legislação, uma vez que a análise do tecido é sempre o fator mais importante para a escolha de ser ou não utilizado.

Cirurgia de Transplante de Córnea - Visare Hospital de Olhos



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