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CERATOCONE

1 de setembro, 2020

É uma doença bastante prevalente na oftalmologia clínica e, por isso, muito comum nos concursos. Caracteriza-se pelo afinamento da córnea central ou paracentral (geralmente inferior), progressivo, que promove um abaulamento anterior em formato de cone. O padrão de herança ainda não é bem definido, mas especula-se que seja autossômico dominante, com penetrância incompleta.

Dentre os achados clínicos, a história familiar está presente em 6 a 8% dos casos. O início da doença manifesta-se na puberdade, com lenta progressão subsequente. Pode haver estabilização a qualquer momento da doença. A bilateralidade é quase uma unanimidade (> 90%), porém, normalmente, é assimétrica.

Apresentação Clínica

O ceratocone é uma doença que se manifesta na infância e adolescência, e é de caráter assimétrico. A baixa da acuidade visual normalmente está relacionada ao astigmatismo miópico progressivo, que, na maioria das vezes, não é plenamente corrigido com óculos. Características que sugerem o diagnóstico dessa ectasia são as mudanças frequentes na prescrição ocular, diminuição da tolerância ao uso de lentes de contato, assimetria na acuidade visual entre os olhos e piora da visão no olho previamente hígido, com a progressão da enfermidade.

Ao exame biomicroscópico há sinais sugestivos de ceratocone que o médico deve conhecer profundamente. Dentre os que se manifestam precocemente temos:

•             Afinamento estromal central ou paracentral com protrusão apical e astigmatismo irregular.

•             Reflexo da mancha de óleo (oftalmoscopia).

•             Reflexo em tesoura (retinoscopia).

•             Estrias de Vogt, que são estrias estromais, verticais e finas, que desaparecem com a pressão externa aplicada sobre o globo ocular. Geralmente conhecidas como linhas de Stress.

Já os sinais de manifestação mais tardia são:

•             Afinamento progressivo (1/3 da espessura normal).

•             Anel de Fleischer, caracterizado por depósitos epiteliais de ferro no epitélio corneano, ao redor da base do cone. Melhor observado sob a luz de cobalto.

•             Sinal de Munson, evidenciado pelo abaulamento da pálpebra inferior, ao olhar para baixo.

•             Opacidades estromais.

Várias doenças sistêmicas podem estar associadas à manifestação das ectasias corneanas, em especial o ceratocone. Dentre elas, temos as síndromes de Down, Turner e Marfan, osteogenesis imperfecta e prolapso de válvula mitral.

Algumas doenças oculares também podem cursar com ceratocone secundário, tais como: ceratoconjuntivite vernal, aniridia, ectopia lentis, neuropatia óptica congênita de Leber e retinose pigmentar.

10 tratamentos do ceratocone - mais causas, sintomas

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