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ANORMALIDADES DA INTERFACE VITREOMACULAR

27 de Maio, 2021

A interface vitreomacular (IVM) é a área de conhecimento da retina que estuda a relação entre as superfícies do vítreo e da retina. As doenças mais frequentes são as membranas epirretinianas, os buracos maculares, pseudoburacos maculares e as adesões vitreorretinianas sintomáticas. Por se tratar de doenças que estão muito presente no cotidiano do oftalmologista, é necessário que ele domine prontamente todas as características desses achados e, principalmente, as condutas a serem tomadas.

Com o advento da OCT (tomografia de coerência óptica) e a sua evolução nas tecnologias espectrais e de varredura, a análise da interface vitreomacular ficou muito facilitada e, hoje, é possível entender com precisão cada um desses achados. Iremos abordar as alterações da interface vitreomacular e dividi-las em 6 entidades.

  1. Adesão vitreomacular
  2. Tração vitreomacular
  3. Membrana epirretiniana
  4. Pseudoburaco macular
  5. Buraco macular lamelar
  6. Buraco macular de espessura total

CLASSIFICAÇÃO DO GRUPO INTERNACIONAL DE ESTUDO DA TRAÇÃO VITREOMACULAR

ADESÃO VITREOMACULAR:
-Evidência de descolamento do vítreo da superfície da retina;
-Adesão do vítreo em qualquer área dentro de 3mm do centro da fóvea;
-Ausência de alterações no contorno dafóvea e nas camadas abaixo dela;

TRAÇÃO VITREOMACULAR:
-Evidência de descolamento do vítreo da superfície da retina;
-Adesão do vítreo em qualquer área dentro de 3 mm do centro da fóvea;
-Associação entre a adesão vítrea e distorção da superfície foveal, estruturas internas da retina, elevação da retina acima do EPR e ausência de buraco macular;

MEMBRANA EPIRRETINIANA:
-A membrana epirretiniana (MER) é uma membrana fibrocelular transluzente, que pode ser vista na biomicroscopia ou no mapeamento de retina sobre a região macular;
-Um descolamento do vítreo posterior anômalo pode deixar células residuais sobre a superfície da retina que proliferam e contraem, resultando na formação da membrana epirretiniana;
-Quando se fala em membrana epirretiniana, a classificação de Gass (1987) é de longe a mais conhecida;

BURACO MACULAR DE ESPESSURA TOTAL:
-Lesão de toda a espessura macular que interrompe as camadas desde a MLI até o EPR;

BURACO MACULAR LAMELAR:
-Contorno foveal irregular;
-Defeito na região interna da fóvea;
-Separação/esquise da retina normalmente entre plexiforme externa e nuclear externa;
-Fotorreceptores intactos;

PSEUDOBURACO MACULAR:
-Bordas foveolares amontoadas ou invaginadas;
-Presença de membrana epirretiniana com abertura central sobre a fóvea;
-Aumento de espessura para e/ou perimacular e espessura foveolar central próxima à normalidade;
-Ausência de perda de tecidos retinianos;



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